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segunda-feira, março 29, 2010

Opala Gran Luxo

Opala



Gran Luxo

1973

Seis bocas



Detalhe

Tradição


VÍDEO



Há muito tempo os leitores do blog vêm pedindo um ensaio com este ícone da Chevrolet do Brasil. O Opala conquistou corações e mentes em sua longa trajetória e uma legião de fãs em todo o país. Carro de família, esportivo ou servindo como meio de transporte oficial de vários órgãos de governo fez parte da paisagem das cidades por mais de trinta anos.

E o primeiro representante desse saudoso modelo chega cheio de estilo. E não poderia ser diferente, para abrir o leque de versões que traremos aos leitores em breve. O exemplar Gran Luxo, cupê, ano 1973, verde-menta, com câmbio de quatro marchas no assoalho e ar-condicionado de fábrica esbanja categoria. Inclusive, ostenta com todo o orgulho as placas pretas emitidas pelo Clube do Opala de São Paulo.

Reinaldo Silveira, dono da máquina, me contou tudo sobre o clássico. “Ele foi adquirido no dia 31 de julho de 2008 e passou por uma revisão completa de quatro meses com o João Rondini”, revela. “E ainda possui manual do proprietário e chaves originais”, salienta.

O propulsor de seis cilindros ganhou fôlego extra. “Foi feita e substituição de carburador/coletor de admissão/comando de válvulas/tuchos, transformando o motor de 4,1 litros, de 140 cv brutos, em 250-S, de 171 cv brutos (tenho todos os componentes que foram substituídos). Os pneus são Pirelli P3000 com faixas brancas (205/70 R 14), com estepe Firestone Campeão Supremo (6.45/14”), enfatiza o dono.

A chegada até o Gran Luxo foi curiosa. “Tenho um Charger R/T 78 e um Maverick GT Quadrijet 74. Meu interesse era um Opala SS 6 para completar a trinca dos grandes esportivos nacionais dos anos 70. Procurei muito, mas não encontrei nenhum que estivesse em condições tão boas. Agora, quando puder, ainda quero um SS 6, mas vai ser difícil me desfazer deste Gran Luxo”, conta com bom humor.

Andando pelas ruas é possível perceber que a elegância do modelo é notada. Olhares, indicadores apontando em sua direção e gente dando volta no quarteirão pra ver mais de perto. Como diz o ditado: quem foi rei nunca perde a majestade. Uma verdade incontestável no caso do Opala.

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